Todas às vezes...

 

Quantas vezes eu tiver que ir e vir irei com coragem e voltarei com a certeza de que valeu a pena ter seguido em frente, o resultado de cada ida e cada vinda terá sido resultado de intermináveis noites acordada, refletindo e persistindo no desejo de encontrar a razão pra tanta teimosia que há no meu coração.

Não me ofuscará aquele que de uma maneira ou de outra tenta invadir minha vida com palavras de descontentamento, pois minha luz não nasceu pra ser apagada, nasceu dentro de mim, contendo um brilho natural que é só meu.

Passo horas olhando pro céu, em especial nos dias sem nuvens a vista, com o sol em sua mais alta claridade, e olhando envolta numa força que é uma só, tamanha é minha convicção do amor imenso que existe dentro d’alma.

Meus olhos falam por si só, escorrem todas as lágrimas que dizem de mim, que falam em mim, e no mais profundo vazio de um ser humano, preencho de fato o vácuo que não mais existe.

A minha vida é mais vidas, se desfaz o vagão de pensamentos, pois jaz em minhas veias o sorriso e o aconchego de vidas que são minhas, quase sem perceber mesmo ao perecer desconhecia o rebento realizar de ser mãe.

Logo deito aos pés da cama, respiro fundo, vejo um filme...

No início um grande dom, o de amar, o de querer, logo, o desprezar que me foi preciso para crescer e em seguida reviver o mais belo sentimento que há quando se pode enxergar a perfeição de proferir a palavra filho.

Presentes que nos são dados na mais enfurecida necessidade de aprendermos com nossas próprias falhas.

Assim no mais profundo desejo de me encontrar por não mais pensar em chorar, e ainda assim soluçar por pensar que ainda há de representar cada peça a se quebrar e novamente montar.

Cairei quantas vezes me for permitido cair, levantarei quantas vezes me for possível levantar, e cada vez que eu cair, levantarei mais forte para por fim colocar a última peça desse infinito quebra cabeças que é viver.

Érwelley C. de Andrade 

Academia de Letras do Brasil.

Distrito Federal, Brasília. 


 

 

                       

                        Que seja por amor.

 

Se durar que seja sempre quente, jamais morno.

Quando parecer perfeito, que seja pra encher o coração,

Jamais de ilusão.

Não podemos evitar que o tempo passe, depressa ou lentamente, o tempo vai passar.

Mesmo assim, que o desejo se dê por insaciável,

Que a paixão seja durável.

Do amor nos unimos, por amor seguiremos.

Pedras irão aparecer, lágrimas virão à face.

Palavras impensadas poderão magoar,

Mas, que o frio dentro do coração seja mais quente

Que a alma em sua mais feliz mudança.

Refletindo acima de qualquer dor, qualquer lembrança.

E quando chegarmos ao patamar mais alto da felicidade

Em conjunto, diremos a todos do que move tanto amor, tanta esperança.

 

                                                                     Érwelley C. deAndrade Academia de Letras do Brasil. DF

     

                                   * A MORTE DE JESUS *                                       

      VEJA O QUANTO ELE SOFREU POR VOCÊ 


Relato aqui a descrição das dores de Jesus feita por um grande estudioso Frances, o medico Dr. Barbie: dando a possibilidade de compreender realmente as dores de Jesus durante a sua paixão. "Eu sou um cirurgião, e dou aulas ha algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei a fundo anatomia. Posso, portanto escrever sem presunção." 
Jesus entrou em agonia no Getsemani - escreve o evangelista Lucas - orava mais intensamente.

 

"E seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra". O noivo evangelista que relata o fato e um medico, Lucas. E o faz com a precisão dum clinico. O suar sangue, ou "hematidrose", um fenômeno raríssimo. Produz-se em condições excepcionais: para provões e necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo ate a terra. 
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Cinéreo hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus.

 

Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. 
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, j alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forcas se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue. 
Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo). 
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já esta plantada sobre o Calvário. 
Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé apos o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso. 
Sobre o Calvário tem inicio a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica esta colada nas chagas e tira-la e atroz. Alguma vez vocês tiraram uma atadura de gaze de uma grande chaga? Não sofreram vocês mesmos esta experiência, que muitas vezes precisa de anestesia? Possa agora vos dar conta do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as efeminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. 
Como aquela dor atroz não provoca uma sincope? 
O sangue começa a escorrer. Jesus deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz.

 

Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos; horrível suplicia! Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), o apóiam sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. No mesmo instante o seu Police, com um movimento violento se posicionou opostamente na palma da moa; o nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se, como uma língua de fogo, pelos ombros, lhe atingindo o cérebro. Uma dor mais insuportável que um homem possa provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos. De solido provoca uma sincope e faz perder a consciência. Em Jesus não. Pelo menos se o nervo tivesse sido cortado! 

Ao contrario (constata-se experimentalmente com freqüência) o nervo foi destruído são em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticara fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrara despertando dores dilacerantes. Um suplicio que durar três horas. 

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em Pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam-se à estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vitima esfregaram dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos o laceraram o crânio. A pobre cabeça de Jesus inclinou-se para frente, uma vez que a espessura do capacete o impedia de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudíssimas. 

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. As feições são impressas, o vulto uma máscara de sangue. A boca esta semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida Cida, em uso entre os militares.

 

Tudo aquilo uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contravso que vai se acentuando: os deltides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. Dir-se-ia um ferido atingido de tétano, presa de uma horrível crise que não se pode descrever. A isto que os médicos chamam Tânia, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purprecao e enfim em cinético. 
Jesus atingido pela asfixia, sufoca. Os pulmões cheios de ar no podem mais esvaziar-se.

 

A fronte esta impregnada de suor, os olhos saem orbita. Que dores atrozes devem ter martelado o seu crânio! 
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés. 
Esforcando-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração se torna mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. 
Porque este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". 
Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, dever elevar-se tendo como apoio o prego dos pés, inimaginável! 
Enxames de moscas, grandes moscas verdes e azuis, zunem ao redor do seu corpo; irritam sobre o seu rosto, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura se abaixa. 
Logo serão três da tarde. Jesus luta sempre: de vez em quando se eleva para respirar. A asfixia periódica do infeliz que esta destruída. Uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as câimbras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancaram um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo esta consumado!". Em seguida num grande brado disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre. 
O BATISMO DE "SANGUE" DOS APÓSTOLOS 
Si Mac Pedro: segundo a tradaio foi crucificado de cabeça para baixo; Andre: segundo a tradição crucificado numa cruz em "X", que a partir da levou o nome de "cruz de Santo Andre"; Tiago, irmão de João: decapitado (At. 12:2); Tiago: segundo a tradição crucificado no Egito; Judas Tadeu: segundo a tradição martirizada na Pérsia; Felipe: segundo a tradição morreu na Frágil; Bartolomeu: segundo a tradição morreu esfolado; Mateus Levi: segundo a tradição martirizada na Etiópia; Tome Didi mo: segundo a tradição transpassada por flechas; Simão Zelote: crucificado; Judas Iscariotes: suicidou-se apos trair o seu Mestre (MT 27h50min); José: segundo a tradivso o único a morrer por morte natural depois de tentarem matá-lo mergulhando-o em óleo fervente; "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nos; e nos devemos dar a vida pelos irmãos" I Jô 03h16min. 

E nos reclamamos de um arranhão ou de uma batida no dedinho do pé...

Sem coração

 

Queria não ter coração, pra não sofrer tanto e quase morrer de paixão.

Queria não ter coração, pra não me apaixonar tanto e depois descobrir

Que tudo não passou de ilusão.

Queria não ter coração, assim eu muito viveria,

Pouco sofreria e nunca me apaixonaria.

Queria não ter coração, seria tão mais fácil entender certas coisas,

Como por exemplo, porque o amor nos faz perder a razão.

Queria não ter coração, o mundo seria menos doido, do que serve a loucura

Sem um toque de emoção. É o amor sem coração.

Queria não ter coração, pra respirar fundo quando na cara levasse um não.

A dor eu não sentiria porque então, não teria um coração.

Queria não ter coração, pra quando meu mundo caísse logo eu juntasse os cacos

E seguisse em frente, porque não tem sofrer um ser sem coração.

Queria não ter coração, assim, seria oca, vazia, sem amor, sem ilusão...

Um amor sem coração, eu não sofreria, mas do que tudo me adiantaria um amor sem ilusão, uma paixão sem emoção, um ser sem coração...

Sei de fato não me livraria de sonhar, de emocionar, com ou sem coração, eu nasci foi pra amar, mesmo que no fim da estrada, novamente eu me depare, outra vez sem coração.

 

 

 

Entrelinhas

  

Meu refúgio é escrever, sei chorar não é o bastante, ponho-me então a rabiscar.

Minhas horas são cruéis, os meus dias tão penosos, passam lentos, vagarosos, posso até a cor contar.

As lembranças me invadem, meu sentir me faz penar, pouco a pouco me recordo dos momentos lindos todos, que contigo segredei.

Olhos vêem a minha falta, me perguntam quem sou eu, logo sentem a saudade de alguém em mim nasceu.

Minha face amarga e triste me entrega aos homens maus, me retratam de alma pobre, por amar o natural.

Se me nota logo a vista, que dizer do meu lugar, minha cama, meu sossego, meu colchão, meu lamentar.

Tem o cheiro da tristeza que comovem até os anjos, todos ficam assombrados, tantos gritos de socorro, voz alguma ouve ao lado, ninguém pode me ouvir.

Quem me pode ajudar? Meu socorro há de vir.

Cada linha rabiscada, cada letra torta e feia, diz de mim, do meu tormento, me entrega aos malfeitores, dos que odeiam sentimentos.

As palavras me denunciam me definham, me envolvem, me deparo com a arma, que me mata, me devolve.

Não adianta mais mover, não me deixa encontrar-me, o meu ego, minha falta, sou do medo, sou do nada, sou as letras, entrelinhas, vagarosas mal lembradas.

 

 

 

 

Ser Quem Sou

 

Sou do tempo, sou do vento, da lembrança da saudade, da tristeza e da bondade.

Sou oculta, escondida, uma incógnita na vida, um mistério, sou de mim, da ilusão, e da paixão, do amor sou serafim.

Sou humana, natural, sou medida e desmedida, sou do outro, sou daquele que de mim pensa saber, mas meu eu não faz querer, não conhece, nem por que!

Ser quem sou não é segredo, sou do que de mim tem medo, se me dou, dou por inteiro, não existe meio a meio.

Sou mulher, e sou menina, sou grandeza e sou cristal, sou de aço e sou de vidro. Sou do sobrenatural.

Não é o cair que então me quebra, se quebrar tem quem me junte, e me colo por completo, pois dos cacos resta às cinzas e do pó vou renascer. Pois da vida sou poeta!

Minhas lágrimas de pedras, são deveras preciosas e a cada lágrima caída, dou a alma sem pensar.

Furacão sou tempestade, sou a água que tu bebes, sou a brisa que refresca. O caminho que tu segues.

Meu amor não é barato, merecedor tem que ser forte, tem que tocar bem lá no fundo, conquistar meu coração e demonstrar que tem a sorte.

Meu amor não é cobrado, é de graça é por amar, é o mais belo sentimento se é que posso o amor contar!

Sou mulher, sou pesadelo, sou sorriso, o desespero, sou quem jura o infinito, sou teu sonho mais bonito.

 

 

 

 

Há Dias...

 

 

Há dias...

 

Há dias em que acordo querendo desistir de viver,

Dias em que se fosse possível eu me apagaria do mapa

Com uma borracha, sopraria o pó de mim e varreria

Pra não me ver nunca mais.

O peito dói tanto que é como se agulhas perfurassem minha

Carne atravessando de um lado para o outro.

A casa é pequena, tem pouco espaço, eu tenho pessoas ao redor,

Mas é de uma imensidão, de um vazio absoluto no qual não meço

Minhas fraquezas, e tão somente minha solidão me perturba.

É aço e fogo, é chama e gelo, são peso e medo, é pesadelo!

H á dias nos quais não sinto o menor desejo de me olhar no espelho,

Dias em que minhas mãos ficam geladas o dia todo, a cabeça gira,

E as lágrimas por sua vez fazem da cama, um leito de morte.

Não é algo que eu queira explicar, não faz parte do meu eu sorrir

Ao invés de chorar, sou de um todo, mais uma alma em conflitos,

Reprimida no mais profundo do âmago das fraquezas humanas,

Nas quais quem tem o controle de tudo torce para que o dia

Passe logo e tudo volte ao normal.

É sua, é minha, é dor, de amor!

 

 

dor

É sua, é minha... É dor, de amor.

 

Cabe a nós pensarmos em algo que nos abrigue a mente e de fato nos faça reagir ao sombrio da dor. Pelo que deixa minha alma embasbacada pelo não compreender da traição, e com meus botões fico a relutar, como posso tão nefasta sensação e desprezível sentimento retrair minha mente no não merecer perdoador?

Todas as lágrimas não apagarão jamais minha sombra de angústia, as palavras não serão de prolongar algum capaz de amenizar as feridas do meu eu, e porque me dizer perdão, se perdão não vem de mim? Perdoar é santo e santa no momento está longe da minha condição humana.

Muitas águas sobrevirão, e milhares de casos se repetirão, mas jamais será normal, não será aceitável e feliz desdenhar do amor, como se as mudanças negativas da sociedade hipócrita e mentirosa venham acessar minha vida e tirar de mim o direito de ser antiquada sim, infeliz pela felicidade da nação de modo algum.

Cabe a nós não permitirmos deixar acontecer, mas caso aconteça, não nos é correto fingir entender a farsa da traição e desmedir a realidade de que quem ama também pode facilmente trair e pedir desculpas.

Sou dona da minha razão, sou eu quem decide se fico ou se não, quem é você para decidir de mim e fingir assim?

Não sou dona do que sente o coração, agir irracionalmente me faz ser chocante e buscar dentro da dor a solução para o que não pode ser explicado.

Bom, diante de tanta indecisão, me resguardo no meu eu para tentar uma possível reabilitação e por fim, continuar vivendo, pois quem não vive não tem coração.

Definho-me no meu âmago e me detenho de uma dose de sabedoria, me permitindo ser forte e caminhar rumo a mais uma jornada, porque este é o verdadeiro sentido de viver.

E nada, jamais poderá ser explicado sem antes ser, vivido, sentido, chorado!

 

Autora: Érwelley C. de Andrade (ALB/bsb).

 

Mãe

Mãe

 

Mãe é flor bela e graciosa,

Formosura mui cheirosa,

Mãe bondosa, esplendorosa.

Mãe que abraça e me envolve

Em teu abraço és carinhosa.

Mãe carinho, mãe ternura seu olhar traz alegria,

Sua voz é meiga e doce, sua face contagia!

Anjo lindo do Senhor tem na terra a missão,

Dar a vida aos seus filhos e os amar de coração.

Suas lágrimas de amor, seu sorriso minha flor,

Que almejo ser igual sua imagem de amor.

Quantas noites tu passastes, me velando o calmo sono,

Tantos dias tu ficastes meu andar observando.

Eu te agradeço mãe querida, por tua grande paciência,

Em tuas mãos tens o carinho, do teu ser benevolência.

Eu te agradeço mãe amiga, pela dádiva da vida.

Que em ti Jesus plantou muita graça em seu amor.

Coração desse tamanho a todos sabe demonstrar,

Ensinou-me o caminho, a estrada a caminhar.

Passo a passo vou seguir-te, minha mãe minha alvorada,

Mãe amiga, mãe querida minha bela, minha amada!

Meus joelhos tu beijaste quando criança ao cair,

Tão zelosa para mim, mãe tão doce, meu jasmim.

As histórias que contaste as mais belas que ouvi.

Sua voz cantarolando o ninar para eu dormir.

Se vermelhas são as rosas, perfeito é o teu amor,

Lindos campos verdes mares, mãe presente do Senhor.

 

 

 

 

 

 

 

 

Voz afável... Seu olhar diz de você!

Voz afável... Seu olhar diz de você!

 

O desejo de sentir o toque de tuas mãos acariciando o meu rosto, sobreposto em teus ombros, anjo amigo, é deveras meu cuidado de estar perto de ti e te ter aqui comigo.

Ah quando fecho os olhos, chego a suspirar de emoção, ouvindo sua voz ao pé do ouvido, bate acelerado o coração.

Confundo-te com um pássaro contente, sobrevoando o oceano, em busca de amor e paixão. Seu sorriso e doce voz me transmitem alegria, exultando sinfonia que ouço em harmonia.

Encontrar-te na avenida, onde tantos só esbarram, nem tampouco se preocupam em olhar pro outro lado, ver quem passa se é alto ou se é baixo.

Os meus pés estão descalços, me pergunto quem será?

A me carregar no colo, quando a vida me deixar...

Vejo logo o teu sorriso, se esvaindo de carinho, com os olhos reluzentes, diz sou eu a tua mão.

A lembrança está nos sonhos, lá tenho asas e voarei, sinto graça ao dormir, pois contigo sonharei. Mãos macias, voz tocante a arrepiar, fazem meu rosto avermelhar.

Arrepia todo o corpo, parecendo adolescente, mãos geladas, peito queima coração tão inocente.

Cativante nas palavras, gentileza tens em dobro, deslumbrada estou contigo, meu menino sonhador. Ser de alma preciosa, com nobres gestos

Carinhosos. É bem assim que vejo o amor, em seus braços me acolher, em teus lábios me envolver, numa par de emoções encontrando nossos corpos no bater dos corações.

 

(A você!)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sou eu sem você

Sou eu sem você



Somos um só coração,
Batendo no mesmo compasso.
Entregues aos truques do amor,
Lutando contra o destino.
Eu e você,
Com almas alegres,
Corações de meninos.
Uma só áurea, um só corpo,
Um só caminho.
Se abraçados estamos,
Ao longe se vê um desenho...
De um lindo romance,
Do amor que te tenho!
Apenas humanos,
Em busca de algo...
Fazendo do mundo um grande espetáculo.
Um amor que exala,
Um aroma infinito,
Um toque suave,
Do amor mais bonito!
Não fosse meu anjo,
O amor que te tenho...
De mim o que seria?
O sol sem seus raios,
A flor sem espinhos...
Um triste desenho.
Um só sentimento,
Um doce fermento,
Que faz nosso amor...
Crescer de repente.
Que vida teria,
Não fosse o amor...
Que tanto embalo,
Nos braços do vento.
Faremos um voto:
Morrer um com o outro,
Um só não é voto...
Os dois em repouso,
Pro mundo entender...
Que o amor é quem pode,
Mudar esta vida...
Curando as dores,
Sarando as feridas.

As pegadas na AREIA

Uma noite eu tive um sonho... 

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida. 

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor. 

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. 

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor: 

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho. 

O Senhor me respondeu: 

- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Por quê? Amor... Por quê?

 

Por quê? Amor... Por quê?



Era tarde de uma terça feira triste por tantas lágrimas já derramadas...

Um amor tentado pela destruição traçada pelo ódio e inveja incompreendida.

Dia de decisões e definições sobre toda uma vida juntos ou separados!

Duas crianças indefesas e confusas, sem saber ao certo o agir e o pensar.

Dois amores envolvidos cada vez mais num laço eterno de três vidas numa só!

Porque não pudemos pensar, querer e decidir?

Foi tudo se transformando em nada, foram nossas vidas para sempre marcadas.

Pelo medo de não saber fazer o certo e optando pelo erro, perdemos a chance

De juntos para sempre ficar...

Hoje ainda sinto a dor que você sentia quando seus olhos derramavam

Todas as lágrimas pela nossa triste separação.

Ainda vejo através do s espelhos, o seu sofrimento e os meus gritos de lamentação!

Um amor que eu não busquei quase me fez parar de existir.

Seu amor, nossas vidas eternamente ligadas pela vida de um ser tão pequeno...

E já marcado pela separação de um grande Amor!

Minha vida não pode voltar atrás, meu anjo! Não posso mais...

Tarde de dor e muita mágoa, das que jamais serão esquecidas em nossas almas

Em nossas vidas.

Cada vez que olhar nos seus olhos, lembrar-me-ei das suas palavras de desespero:

Vamos então sumir! Vamos fugir daqui!

Porque amor? Porque não aceitei seu pedido de amor?

Não sei explicar... Apenas consigo lamentar!

Perdoa! Perdoa meu anjo por não ter sabido responder.

Nosso elo está cada dia mais real e me lembra tanto seu sorriso, sua cor, sua vida!

Nossa história de amor, de um lindo primeiro e eterno amor!

O que posso te dizer? Ainda hoje, e sempre vou amar você!

 

Érwelley C. de Andrade 

Membro vitalício da 

Academia de Letras do Brasil/ BSB.

 

 

 

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